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Polícia Condenado pelo Júri

Acusado de matar companheira cadeirante é condenado por júri a mais de 23 anos de prisão

A vítima foi levada por Antônio Márcio Ferreira Brito para ser socorrida, informando à equipe médica que havia encontrado a mulher caída no chão da casa.

21/10/2021 às 06h39 Atualizada em 21/10/2021 às 08h42
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Vítima Cleusa da Silva morreu depois de dar entrada no pronto-socorro da Santa Casa -Foto: Divulgação Polícia Civil
Vítima Cleusa da Silva morreu depois de dar entrada no pronto-socorro da Santa Casa -Foto: Divulgação Polícia Civil

Foi condenado nesta quarta-feira (20) a 23 anos e quatro meses de prisão, Antônio Márcio Ferreira Brito, que à época do crime tinha 48 anos, acusado de matar a companheira cadeirante Cleusa da Silva, também de 48 anos por asfixia em Pirajuí (SP). O crime ocorreu em 22 de dezembro de 2019. A condenação foi confirmada durante sessão do Tribunal do Júri realizada no fórum da cidade.

Segundo a sentença assinada pela juíza Beatriz Tavares Camargo, o homem foi condenado por homicídio qualificado.  Dentre as qualificadoras estão o uso de meio cruel (asfixia) e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de feminicídio, todos praticados “em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher”.

O condenado terá de cumprir sua pena em regime inicial fechado. Por conta do caráter de crime hediondo, não há possibilidade de conversão inicial dessa pena por outra alternativa e nem possibilidade de recurso em liberdade.

Cleusa da Silva morreu depois de dar entrada no pronto-socorro da Santa Casa, no dia 22 de dezembro de 2019, com marcas no tórax e no pescoço. Segundo investigação da Polícia Civil de Pirajuí.

A vítima foi levada por Antônio Márcio Ferreira Brito para ser socorrida, informando à equipe médica que havia encontrado a mulher caída no chão da casa.

Com as suspeitas dos médicos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame necroscópico, onde ficou constatado que Cleusa havia morrido por esganadura.

Com as investigações, a polícia concluiu que Antônio Márcio matou a companheira intencionalmente e o prendeu mais de 20 dias depois, em 13 de janeiro de 2020.

 

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Informações G1

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