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Polícia Crime em Pompeia

POMPEIA: Mulher morta e enterrada no quintal foi atacada pelas costas, aponta laudo; psicólogo está preso

Mãe e filha de 9 anos foram encontradas enterradas no quintal da casa onde moravam em Pompeia. De acordo com a Polícia Civil, marido da vítima confessou crime

19/02/2021 09h16
Por: Redação Guia Online Parapuã - Diogo Oliveira Fonte: Informações G1
Foto: Alcyr Netto/TV TEM
Foto: Alcyr Netto/TV TEM

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que Cristiane Pedroso dos Santos Arena, de 34 anos e que foi achada morta e enterrada no quintal de casa com a filha, em Pompeia (SP), foi assassinada com dois golpes de arma branca nas costas, o que teria atingido os pulmões. A informação foi divulgada pela Polícia Civil na noite desta quinta-feira (18).

Ainda de acordo com a polícia, o laudo também apontou que a criança, Karoline Vitória dos Santos Guimarães, de 9 anos, foi atingida com uma pancada na cabeça, o que resultou em traumatismo craniano.

Cristiane e Karoline estavam desaparecidas desde o fim do ano passado. Os corpos delas foram encontrados enterrados no quintal da casa onde moravam, no dia 2 de fevereiro, sob um contrapiso de concreto.

No dia em que os corpos foram localizados, a filha de 16 anos da vítima foi apreendida. Já o marido, o psicólogo Fabrício Buim Arena Belinato, de 36 anos, foi capturado em 8 de fevereiro, em Campo Grande, enquanto trabalhava em uma obra. Ele foi transferido para Marília no dia seguinte.

Em depoimento à polícia, Fabrício detalhou que matou a esposa primeiro em uma briga, em suposta legítima defesa, com um golpe de faca. Em seguida, ele admitiu que matou a menina asfixiada com a mão quase um mês depois porque ela estaria questionando sobre a presença da mãe.

Segundo o delegado Cláudio Anunciato Filho, a faca que o suspeito informou ter usado no crime para se defender não foi encontrada, sendo apenas localizada uma machadinha. Com isso, como as informações do laudo discordam do depoimento, o suspeito voltará a ser interrogado na próxima semana.

Já o interrogatório da adolescente, apreendida em unidade da Fundação Casa, será com o juiz.

Estupro de vulnerável

A principal linha de investigação da Polícia Civil é que a adolescente apreendida mantinha um envolvimento amoroso com o padrasto. Por isso, além do duplo homicídio e ocultação de cadáver, Fabrício é investigado por estupro de vulnerável pois teria abusado sexualmente da enteada mais velha há vários anos.

A adolescente negou participação no crime, mas a polícia acredita que ela deu cobertura ao padrasto e ajudou a enterrar os corpos. Segundo o delegado, ela indicou à polícia o local exato onde estava enterrado o corpo da irmã.

"Ele [Fabrício] confirmou que mantinha um relacionamento com ela [a adolescente] a partir do momento que ela fez 15 anos, em 2019. A partir daí, eles começaram a conviver praticamente como marido e mulher e o relacionamento dele com a esposa Cristiane foi enfraquecendo", conta o delegado.

De acordo com o advogado e sociólogo Otávio Barduzzi, a Justiça considera estupro de vulnerável, independente de consentimento, quando um adulto se relaciona com um adolescente menor de 14 anos.

Já dos 15 aos 16 anos, o advogado afirmou que cabe ao réu provar que a relação foi consentida e pode ser necessário que o jovem passe por exames psicológicos para que seja avaliada a capacidade de discernimento dela.

Investigação

Réu confesso do assassinato de mãe e filha de 9 anos encontradas enterradas no quintal da própria casa em Pompeia pediu abrigo em igreja no Mato Grosso do Sul — Foto: Divulgação

O inquérito do caso ainda não foi concluído e as autoridades policiais apuram controvérsias encontradas nos depoimentos de Fabrício em relação ao duplo homicídio.

O delegado explicou ainda que novas testemunhas do caso estão sendo ouvidas e que o inquérito do duplo homicídio deve ser concluído nas próximas semanas.

Depois de ser capturado e levado à delegacia de Marília, Fabrício disse à imprensa que se arrependeu do crime. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi levado para penitenciária de Álvaro de Carvalho.

As vítimas foram sepultadas na tarde de 3 de fevereiro no Cemitério de Pompeia, sob forte comoção.

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