Sábado, 27 de Fevereiro de 2021 22:02
18 99746 6403
Saúde Coronavírus

Estado de SP registra 741 casos confirmados de Covid-19 na rede de ensino em 2021, diz secretário da Educação

Dado soma casos contabilizados nas redes privada, estadual e municipal.

17/02/2021 10h28
Por: Redação Guia Online Parapuã - Diogo Oliveira Fonte: Informações G1
Estado de SP registra 741 casos confirmados de Covid-19 na rede de ensino em 2021, diz secretário da Educação

O estado de São Paulo registrou 741 casos confirmados de coronavírus em toda a rede de ensino desde o início do processo de retomada do ano letivo de 2021, segundo informou o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (16).

Ainda de acordo com o secretário, nove escolas estaduais foram fechadas por conta da contaminação. Duas delas já retomaram as atividades. Para o fechamento, foram analisadas situações com mais de dois casos confirmados na mesma escola e que a transmissão estivesse relacionada ao ambiente escolar.

O número total de casos confirmados compreende o período de preparação dos professores e funcionários, ainda em janeiro, até o dia 13 de fevereiro e foi por obtido por meio do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19 (Simed), ferramenta desenvolvida pelo governo para monitoramento da rede.

Na rede estadual, as escolas foram reabertas no dia 8 de fevereiro. Entretanto, desde o dia 1° a rede privada tinha autorização para retomar as atividades presenciais.

“Na maioria das escolas, foi um caso que teve apenas em cada escola. Isso é muito importante porque mostra que essa pessoa não pegou na escola. Pode ter pego em qualquer outro lugar”, afirmou o secretário.

Ainda de acordo com Rossieli, foram 357 escolas estaduais com apenas um caso, 28 escolas com dois casos e 11 escolas com 3 casos ou mais.

Antes do fechamento de uma escola por contaminação, a orientação do governo é de que exista o isolamento individual de pessoas com sintomas e da turma que o aluno está.

“Nós tivemos sempre o isolamento individual. Se apresentou mais de um sintoma, isola até fazer o teste. Teve alguém com sintoma na família? Já não traz a criança. Existe também colocar uma turma inteira [de alunos] em isolamento até averiguar os contactantes. Na maioria absoluta dos casos até agora a pessoa pegou em algum lugar fora e com o protocolo é muito difícil passar dentro da escola”, disse Soares.

Casos registrados de Covid-19 na rede de ensino de SP — Foto: Reprodução/Governo de SP

No caso da rede municipal, o governo do estado só contabiliza os dados nas cidades que não têm conselho de educação próprios. Dessa forma, a rede municipal da capital paulista é uma das que não faz parte do levantamento.

“Os números são muito baixos na rede municipal porque a maioria [das cidades] não retornaram. As redes municipais que têm conselho próprio, nós não teremos informação no Simed [Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19]. Não teremos, por exemplo, os dados da cidade de São Paulo, que por ter um conselho próprio terá um tipo de monitoramento próprio de suas escolas”, explicou Rossieli.

Escolas estaduais fechadas no estado de SP — Foto: Reprodução/Governo de SP

Contaminação

Na rede estadual, o número de crianças com diagnostico positivo para a Covid-19 foi menor do que o de profissionais da rede. A diferença entre os grupos passa a ser menos significativa quando o recorte de casos é feito na rede particular

Privadas: 141 funcionários e 130 alunos

Estaduais: 372 servidores, 1 terceirizado e 83 alunos

Municipais: 13 funcionários e 1 aluno

Na avaliação do médico Marco Aurélio, membro da comissão médica que orienta do governo estadual, o levantamento, embora ainda inicial, já sinaliza que o fechamento das escolas não afeta o comportamento do vírus na comunidade.

"Em relação a transmissibilidade de crianças versus adultos, os dados também são consistentes no mundo inteiro e, ao longo desse ano de pandemia, mostram que crianças têm menos poder de transmissão do que adultos de uma forma geral. Então, parece que os estudo sugerem que a carga viral de transmissão vai aumentando conforme aumenta a idade do indivíduo e, dessa forma, as crianças têm sido, vamos dizer, associadas a um menor impacto na transmissão", afirmou.

Notificação obrigatória dos casos

De acordo com Rossieli Soares, todas as escolas são obrigadas a informar sobre casos de contaminação pela Covid-19 pra autoridades de saúde. Além disso, o Conselho Estadual de Educação definiu a obrigatoriedade para o preenchimento dos dados no sistema Simed.

A instituição de ensino pode ser fechada em caso de descumprimento, segundo o secretário.

“A escola tem por obrigação na lei federal informar sempre ao sistema de saúde qualquer tipo de doença transmissível, não só a Covid. A própria lei já traz que cabe responsabilidade sobre a não informação. O segundo ponto é que tornamos junto ao Conselho Estadual a obrigatoriedade do preenchimento do Simed. Se uma escola, privada, por exemplo, souber de caso e não informar às autoridades de saúde, se nós entendermos que ela tinha conhecimento sobre a situação e não fez, ela poderá sim ser responsabilizada ao ponto de nós podermos eventualmente fechar a escola”, afirmou.

Capacidade

No dia 8 de fevereiro, as aulas presenciais foram retomadas na rede estadual de ensino. À época, o governo manteve o limite de 35% de ocupação das escolas, inclusive para regiões que estão em fases mais permissivas do plano de flexibilização econômica. Segundo o secretário, o índice será mantido até o final de fevereiro na rede estadual.

Pela regra do plano estadual de flexibilização econômica, as escolas de cidades que estão na fase amarela da proposta podem operar com até 70% da capacidade. A medida foi definida para que a retomada fosse feita de forma gradual.

Embora tenha orientado às escolas das redes municipais e privadas a seguirem tal recomendação, as prefeituras têm autonomia para definir os critérios de reabertura das escolas.

Rede estadual

O ensino público estadual possui cerca de 3,3 milhões de alunos, que estudam em 5.100 escolas do estado. Essas unidades foram autorizadas a funcionar de forma híbrida, com parte do ensino virtual e parte na escola novamente.

A previsão do governo paulista é a reavaliar a retomada em percentuais maiores ao longo das próximas semanas.

A decisão final a respeito da participação de cada aluno nas atividades presenciais cabe às famílias, segundo o governo e as autoridades judiciais do estado, que autorizaram o retorno.

Plano SP

No ano letivo de 2020, cerca de 1.700 escolas estaduais retomaram as atividades presenciais em São Paulo em setembro, sem registro de transmissão de coronavírus, de acordo com o governo do estado.

Dentro do Plano São Paulo, que determina as regras da quarentena no estado, as regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, Registro, Campinas, Baixada Santista e Grande SP, que inclui a capital, estão na fase amarela desde a última reclassificação.

Barretos, Marília, Piracicaba, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté estão na fase laranja.

Já Araraquara, Bauru e Franca estão na fase vermelha, que é a mais restritiva.

Histórico

Devido à pandemia de Covid-19, as aulas regulares presenciais foram suspensas em março, quando foi implantada a quarentena para prevenir a propagação do coronavírus.

O governo autorizou o retorno em outubro, mas deu às prefeituras autonomia para decidir se deveriam ou não liberar a volta. A volta às aulas presenciais na rede estadual acabou acontecendo em setembro, com a adesão de aproximadamente 30% das escolas, de acordo com o governo do estado.

Ao final do ano letivo de 2020, o governo de São Paulo anunciou o retorno das aulas presenciais da rede básica de ensino em 2021 mesmo se o estado registrasse piora na pandemia de coronavírus. O calendário escolar teve início previsto para 1º de fevereiro.

Diversas cidades da região metropolitana decidiram não acompanhar a orientação do governo do estado. Além disso, o retorno das aulas foi marcado por disputas na Justiça, que chegou suspender o retorno presencial, mas derrubou a liminar após o governo recorrer.

A decisão do próprio presidente do TJ, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, autorizou a retomada inclusive nas cidades com fases mais restritivas do plano estadual.

Ele1 - Criar site de notícias