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Cidades Testagem em massa

Unidades prisionais do Oeste Paulista aguardam há mais de dois meses pelo início da testagem em massa de Covid-19

Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) anunciou em julho que detentos e servidores seriam testados, mas até o momento não deu uma data para iniciar a ação e disse ser ‘em breve’.

30/09/2020 09h28
Por: Redação Guia Online Parapuã - Diogo Oliveira Fonte: Informações G1
Foto: Reprodução/TV Fronteira
Foto: Reprodução/TV Fronteira

Após mais de dois meses do anúncio da testagem em massa em unidades prisionais da região de Presidente Prudente, a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) ainda não deu início ao programa para a realização de testes para detectar a Covid-19 em presidiários e servidores. Questionada pelo G1 sobre uma data para iniciar a ação, a pasta estadual disse apenas que será "em breve".

Em julho, a SAP anunciou que levaria a testagem em massa para as unidades prisionais de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Irapuru, e Pacaembu, juntamente com outras que formam um grupo de 23 presídios. Elas seriam "as próximas a passar pelos testes, após o bem-sucedido piloto que aconteceu na Penitenciária II de Sorocaba, em junho".

Por meio de nota, a SAP informou que a "testagem em massa implementada pelo Governo do Estado às pessoas privadas de liberdade e aos servidores do sistema penitenciário paulista obedece a um cronograma técnico da área da saúde".

"As unidades da região Oeste que devem realizar a testagem em massa em breve são: Penitenciária de Andradina, Penitenciária e Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, Penitenciária de Mirandópolis II, Penitenciária de Presidente Prudente, Penitenciária de Irapuru, CPP de Pacaembu e Penitenciária de Lavínia II", afirmou a SAP.

Coronavírus nas unidades prisionais

O G1 solicitou dados sobre as 23 unidades prisionais instaladas na região de Presidente Prudente. Até o dia 21 de setembro, a população carcerária era de 28.154 detentos. Desse total, 63 foram diagnosticados com a doença e cinco morreram. Há quatro casos suspeitos.

As unidades com mais presos infectados são: Penitenciária de Irapuru (13), Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (10), CDP 2 de Pacaembu (14) e CPP de Pacaembu (13). As cinco mortes foram registradas na Penitenciária de Junqueirópolis (1), na Penitenciária de Lucélia (2) e na Penitenciária 2 de Venceslau (2).

Por "questão de segurança", números de funcionários por unidade não foram divulgados. Entre os servidores, 164 foram infectados pela Covid-19 e quatro morreram. Casos suspeitos estão em 24.

As unidades com mais trabalhadores contaminados são: Penitenciária de Pracinha (27), Penitenciária de Junqueirópolis (15), Penitenciária de Presidente Prudente (13), CPP de Pacaembu (12), Penitenciária de Presidente Bernardes (11), Penitenciária masculina de Tupi Paulista (11), Penitenciária de Lucélia (10), e Penitenciária de Marabá Paulista (10).

Protocolos de segurança

De acordo com a SAP, nos casos suspeitos entre os presos, o paciente é isolado e a Vigilância Epidemiológica local é contatada. “Os servidores em contato com o paciente devem usar mecanismos de proteção padrão, como máscaras e luvas descartáveis. Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimentos indicados, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento”, informou ao G1.

A SAP salientou que todo servidor com suspeita de diagnóstico do Covid-19 está “devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência”, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus e a secretaria acompanha seu quadro clínico, “fornecendo todo o suporte necessário para sua recuperação”.

“A Secretaria da Administração Penitenciária tem realizado busca ativa para casos similares ao Covid-19 em toda a população prisional. Estamos seguindo ainda as determinações do Centro de Contingência do coronavírus e avaliamos permanentemente o direcionamento de ações para o enfrentamento do problema. Medidas de higiene e distanciamento preconizados pelos órgãos de saúde foram aplicadas, foram suspensas as atividades coletivas; a limpeza das áreas foi intensificada; a entrada de qualquer pessoa alheia ao corpo funcional foi restringida; foi determinada a quarentena para os presos que entram no sistema prisional; realizado o monitoramento dos grupos de risco; ampliação na distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e sabonete e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual”, frisou.

 

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