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Cidades Covid-19

Covid ataca mais servidores que presos na região

Entre curados e doentes nas penitenciárias da região, SAP registrou 34 confirmações em funcionários e 13 em detentos

07/07/2020 09h33 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Guia Online Parapuã - Diogo Oliveira Fonte: Informações O Imparcial
Foto: Arquivo/Croeste/Reprodução o Imparcial
Foto: Arquivo/Croeste/Reprodução o Imparcial

Desde o começo da pandemia da Covid-19, a reportagem acompanha a situação do novo coronavírus dentro das unidades prisionais. Um levantamento fornecido pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) mostra que na região de Presidente Prudente, área da Croeste (Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste) o total de servidores que foram contaminados pelo vírus é pouco mais que o dobro da quantidade de presos diagnosticados com a doença – entre curados e os que continuam em isolamento.

De acordo com o balanço, até a terceira semana de junho, 13 presos atestaram positivo para a Covid-19, sendo o maior número no CPP Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu, com cinco casos. Do total na região, houve três óbitos e uma morte suspeita. Já em relação aos servidores da pasta, houve 34 confirmações, com maior número na Penitenciária Compacta de Pracinha, com 11 casos. A mesma unidade também possui mais mortes: duas, das cinco catalogadas na região. (Veja a tabela abaixo).

Conforme a pasta, para ser confirmado com Covid, é necessário que tenha feito exame por PCR; o teste rápido, segundo a SAP, “é uma forma rápida de detecção para verificar quem pode ter tido contato com o vírus” – o que configura “caso suspeito”. Quando algum funcionário ou detento entra para a lista, são tomadas medidas a fim de evitar a proliferação. “Entre os presos, o paciente é isolado e a Vigilância Epidemiológica local é contatada”, afirma a SAP.

“Os servidores em contato com o paciente devem usar mecanismos de proteção padrão, como máscaras e luvas descartáveis. Se confirmado o diagnóstico, além de continuar seguindo os procedimentos indicados, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento”, explica. Já se o servidor estiver com suspeita de Covid, ele será devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, onde será acompanhado e receberá suporte para a recuperação. 

BOA PARTE ESTÁ CURADA

Vale lembrar que, entre casos confirmados por exame PCR e os por teste rápido (confirmados num primeiro momento, mas que entram como suspeitos), boa parte já saiu da quarentena: nove presos voltaram ao convívio nas unidades e 89 servidores retomaram as atividades. Em nota, a SAP reforça que segue as determinações do Centro de Contingência do coronavírus, e que adquiriu equipamentos para detectar sintomas suspeitos.

Outras mudanças também foram necessárias na higiene, distanciamento, suspensão de atividades coletivas, intensificação de limpeza, restrição de entradas alheias ao corpo funcional, quarentena para os presos que entram no sistema prisional, monitoramento dos grupos de risco, distribuição de EPIs (equipamentos de proteção individual) dentre outros.

Dados dos presos

Unidade prisional

Confirmado (PCR)

Suspeito (teste rápido)

Suspeito (sem teste)

Óbito

Óbito suspeito

Penit. de Junqueirópolis

1

0

0

0

1

Penit. de Lucélia

2

0

1

2

0

CPP de Pacaembu 

5

0

4

0

0

Penit. Compacta de Pracinha

2

1

0

0

0

Penit. de Presidente Prudente

1

1

0

0

0

Penit. II de Presidente Venceslau 

2

5

0

1

0

Penit. Feminina de Tupi Paulista

0

1

0

0

0

 

Fonte: SAP
*Dados até a terceira semana de junho

 

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